adoçante faz mal

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O açúcar é um dos elementos mais importantes para o funcionamento do organismo humano. Isso acontece pois trata-se de uma das mais ricas fontes de glicose, o “combustível” básico para que o metabolismo aconteça normalmente.

Acontece que a noção de açúcar vai muito além do que se entende de maneira geral, pensando-se apenas no açúcar em pó ou cristais, presentes na grande maioria das casas. O açúcar está presente em vários outros alimentos e em diversas formas diferentes. Cada uma dessas formas tem impactos variados no corpo humano.

É importante lembrar que, embora seja essencial para o funcionamento do corpo humano o excesso de açúcar é bastante prejudicial. O acúmulo pode gerar complicações que vão desde ganhar alguns quilos a mais na balança até o desenvolvimento de diabetes, uma das mais graves e recorrentes doenças crônicas da atualidade.

Uma forma de evitar o consumo em excesso de açúcar é buscar alternativas que garantam o mesmo sabor, mas sem os mesmos riscos. Estamos falando, é claro, dos popularmente chamados de adoçantes.

Existe uma grande quantidade de adoçantes, cada um com sua característica e isso vai definir se vale ou não a pena substituir o açúcar tradicional por eles.

Confira alguns exemplos de adoçantes, quais as melhores opções para diabéticos e ainda alguns mitos e verdades popularmente difundidos sobre essas substâncias no artigo a seguir!

 

 

  • Substitutos do açúcar que não são amigáveis ​​ao nível de glicemia

 

Mel

Vamos começar com o mel porque, vamos encarar, é açúcar na forma líquida (82% do mel é açúcar, o resto é água e pequenas quantidades de pólen, etc.). É delicioso, mas um estudo de outubro de 2015 no Journal of Nutrition descobriu que, quando os participantes recebiam mel, cana-de-açúcar ou xarope de milho com alto teor de frutose, não observaram diferença significativa no aumento de açúcar no sangue.

O único benefício do mel sobre o açúcar de mesa do ponto de vista de glicemia é que o mel é um pouco mais doce, então você pode usar um pouco menos e obter a mesma doçura. Mas isso ainda não é uma boa opção para pessoas com diabetes!

 

– Néctar de agave

Quanto ao agave, deve-se tomar cuidado com o que é vendido e veiculado por empresas de marketing que trabalham em declará-lo como um alimento saudável, pois trata-se basicamente de xarope de milho rico em frutose disfarçado de alimento saudável. O néctar de agave pode ter um índice glicêmico mais baixo que o açúcar ou mel, mas ainda é até 90% de frutose líquida.

O mel ou o néctar de agave pode ser um pouco melhor para você do que o açúcar branco puro de uma perspectiva nutricional geral, mas não seja levado a pensar que são alternativas saudáveis.

 

  • Adoçantes naturais e artificiais que não afetam o nível de glicemia

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Nenhum dos adoçantes naturais e artificiais listados abaixo afetará o açúcar do sangue na sua forma bruta, mas você precisa garantir que o fabricante não tenha adicionado mais nada ao produto, como corantes ou sabores.

Com exceção do aspartame, nenhum dos adoçantes pode ser decomposto pelo organismo, e é por isso que eles não afetarão o nível de açúcar no sangue. Em vez disso, eles passarão por seus sistemas sem serem digeridos e, portanto, não fornecerão calorias extras.

– Adoçantes Naturais

Stevia

Uma dúvida muito recorrente é se a Stevia é boa para pessoas com diabetes. E a ela pode-se responder que sim! A Stevia é ótima para pessoas com diabetes e não aumentará os níveis de açúcar no sangue, sendo uma das melhores opções de adoçante.

A Stevia é um adoçante completamente natural, pois é simplesmente um extrato das folhas da planta Stevia rebaudiana. A maioria dos supermercados tem esse produto em seu estoque e você pode comprá-lo como um pó, extrato ou como gotas aromatizadas.

 

– Fruta do Monge

A Fruta do monge é outra boa opção para pessoas com diabetes, já que é um adoçante natural que não afeta seu nível de açúcar no sangue. Em relação a stevia, a fruta do monge tem um sabor mais característico, o que a difere mais do açúcar e pode fazer com que menos pessoas a utilizem como alternativa.

 

  • Principais adoçantes artificiais

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A lista abaixo abrange os adoçantes artificiais mais utilizados por quem busca uma alternativa em relação ao açúcar. Nenhum deles deve afetar seu nível de açúcar no sangue, mas há muita controvérsia sobre se eles têm ou não implicações na saúde a longo prazo.

 

– Acessulfame de potássio (também chamado de acessulfame K)

– Aspartame

– Sacarina

– Sucralose

– Neotame

 

Outros adoçantes, que são frequentemente usados ​​em alimentos dietéticos, alimentos rotulados como “sem açúcar” e gomas sem açúcar, são álcoois de açúcar. Os álcoois de açúcar são ligeiramente inferiores em calorias do que o açúcar e não promovem a cárie dentária ou causam um aumento repentino na glicose no sangue.

Os álcoois de açúcar mais comuns são o Maltitol, o Sorbitol, o Xilitol, o Eritritol e o Isomalt. Eles realmente afetam a glicemia menos do que o açúcar comum, mas seu principal problema é que eles também funcionam como laxantes.

Álcoois de açúcar lhe dão cerca de 2,5 calorias / grama versus 4 calorias / grama de açúcar normal, então se você deseja evitar engordar, você pode reduzir o impacto do açúcar no sangue em 50% usando qualquer um desses adoçantes.

 

 

  • Qual o melhor adoçante para diabéticos

 

Os substitutos do açúcar têm historicamente uma má reputação, mas, após mais de 45 anos de pesquisa, não há evidências confiáveis ​​de que possam causar algum dano a uma pessoa, se usados adequadamente. Embora seja verdade que a maioria tem pouco ou nenhum valor nutricional, eles podem satisfazer um dente doce e ser consumidos com segurança por pessoas com diabetes.

Os seis adoçantes não nutritivos com maior índice de aprovação pelas agências sanitárias ao redor do mundo são sacarina, aspartame, acessulfame de potássio, sucralose, neotame e advantame.

Além disso, há uma série de chamados adoçantes nutritivos, como isomalte, maltitol, manitol, sorbitol e xilitol, que são encontrados em muitas gomas e balas sem açúcar. Estes são tecnicamente chamados de álcoois de açúcar e, ao contrário dos adoçantes artificiais, podem elevar o açúcar no sangue, mas geralmente não a níveis considerados prejudiciais.

Além disso, adoçantes naturais como a stevia ganharam popularidade nos últimos anos e são geralmente considerados seguros para diabéticos.

Confira uma lista com seis adoçantes recomendáveis para os diabéticos

 

  • Sacarina

A sacarina sódica (sulfamida benzóica) existe desde o final do século XIX, mas ganhou popularidade nas décadas de 1960 e 1970 como o primeiro adoçante artificial comercializado. É mais comumente reconhecido pelo nome das marcas que o disponibilizam. Lembre-se de checar nas embalagens para conferir a composição dos adoçantes.

Um pacote contendo três gramas de carboidrato tem um índice glicêmico de zero. É bom para adoçar alimentos quentes e frios.

 

Aspartame

O aspartame foi criado pela primeira vez em 1965 e aprovado pela maioria dos registros de segurança alimentar no início da década de 1980.

O aspartame tem apenas um carboidrato líquido por pacote de 3 gramas e um índice glicêmico de zero. Ele tende a perder um pouco de sua doçura quando aquecido.

 

Sucralose

A Sucralose é um dos mais doces adoçantes artificiais. Sucralose foi aprovada como aditivo alimentar em 1998 e como adoçante de uso geral em 1999 nos Estados Unidos da América e a partir daí foi reconhecida em boa parte do planeta.

A sucralose tem menos de um grama de carboidrato e um índice glicêmico de zero. Pode ser usado em alimentos quentes e frios.

 

– Acessulfame de Potássio

Acessulfame de potássio, também conhecido como acessulfame K ou Ace-K, foi descoberto em 1967 e aprovado para uso como um aditivo alimentar geral pela maioria das organizações de segurança alimentar apenas no início dos anos 2000. Ele está disponível como adoçante de mesa sob as várias marcas, sendo um dos mais  populares.

O acessulfame de potássio tem uma unidade de carboidratos e um índice glicêmico de zero. Permanece estável quando aquecido sem a perda de doçura mas é frequentemente misturado com outros adoçantes para compensar o seu sabor ligeiramente amargo.

 

Stevia

 

A stevia não é um adoçante artificial, mas sim um natural extraído das folhas da planta Stevia rebaudiana. A Stevia passou a ser mais utilizada a partir dos anos 2010, quando recebeu uma ampla aceitação dos órgãos de controle alimentar ao longo do globo. A partir daí rapidamente se tornou a alternativa popular e “natural” aos adoçantes artificiais fabricados quimicamente.

A stevia, em sua forma de mesa, é comercializada sob várias marcas, incluindo Truvia e PureVia. Tem três gramas de carboidratos por pacote e um índice glicêmico de zero. Não oferece a intensidade da doçura como a maioria das marcas artificiais, mas permanece estável quando aquecida.

 

 

– Álcoois de Açúcar (Xilitol, Sorbitol)

Álcoois de açúcar, também conhecidos como polióis, são extraídos das fibras naturais de frutas e vegetais. Eles são classificados como adoçantes nutritivos e têm algum efeito sobre os níveis de glicose no sangue, embora menores que o açúcar.

O impacto no açúcar no sangue pode variar, variando de um índice glicêmico de 13 para o xilitol para nove para o sorbitol. Outros, como manitol, estão muito próximos do valor zero.

Apesar de seu impacto relativamente baixo na glicose no sangue, certos álcoois de açúcar (como xilitol e manitol) podem ter um efeito laxativo se usados ​​em excesso. Estes adoçantes são menos comumente encontrados em supermercados, mas podem ser encontrados mais facilmente em estabelecimentos destinados a venda de produtos naturais.

 

  • Principais dúvidas em relação ao uso de adoçantes

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– Uma das dúvidas mais frequentes em relação ao uso de adoçantes tem a ver com a abrangência de seu uso. Por ser uma alternativa ao consumo excessivo de açúcar, é possível que se faça a inferência de que se trata de uma forma de consumo livre de riscos e que só faz bem à saúde de forma geral.

Não é bem assim, uma vez que existem alguns grupos de pessoas que devem evitar o uso de adoçantes, em especial os industrializados. As pessoas que tem hipertensão ou um histórico grave de complicações nos rins, por exemplo, deve ficar atentas aos níveis de sódio na composição do adoçante. A sacarina e o ciclamato são exemplos de adoçantes com altos níveis de sódio e que devem ser evitados por pessoas com os problemas citados, além de pessoas que tem questões relacionadas à retenção de líquidos. O aspartame, por sua vez, é estritamente proibido para portadores da fenilcetonúria, uma doença genética que faz com que a fenilalanina se acumule no organismo.

 

– Outra questão que merece atenção em relação ao uso de adoçantes é a ideia de que como não afeta a glicemia e tem poucas calorias é permitido abusar das substâncias. Obviamente isso é um mito. Mesmo que tenha uma composição com poucas calorias e açúcares, os adoçantes são ricos em outras substâncias (como o sódio) que podem causar problemas à saúde se consumidos em excesso.

 

– A pergunta básica e mais comum quando o tema é o uso de adoçantes é claro “adoçante faz mal?”. Bom, como a maioria das respostas a perguntas taxativas, a dessa pergunta é “depende”. A primeira questão a ser avaliada nesse momento é a quantidade ingerida. Se consumido dentro das recomendações o adoçante não faz mal, mas se houver um excesso ele pode significar problemas à saúde. Também vale lembrar que o uso de adoçantes pode ser extremamente perigoso para quem tem alergias e outros problemas de saúde como os já citados problemas renais, hipertensão e fenilcetonúria.

 

–  Sobre o uso de stevia ser o mais recomendado não existe uma resposta certa, mas é interessante ressaltar que se trata de um adoçante natural e é sempre mais interessante escolher os elementos naturais em detrimento dos artificiais.

 

– Existem alguns mitos e informações falsas que circulam pelas redes associando o uso de adoçantes ao surgimento de cânceres. Não existe qualquer relação comprovada entre uma coisa e outra, o que não significa, claro, que essa possibilidade está descartada.

 

 

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