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Camisa do PALMEIRAS

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palmeiras logo

O Palmeiras

Sociedade Esportiva Palmeiras, conhecida popularmente como o Palmeiras, é um clube poliesportivo brasileiro sediado em São Paulo.

No artigo a seguir você encontrará os seguintes tópicos:

  • Sociedade Esportiva Palmeiras
  • Camisa do Palmeiras ao longo do tempo
  • Era Palestra Itália
  • Era Palmeiras e a Academia de Futebol
  • A metade final da década de 1970
  • Anos 90: A Era Parmalat
  • O fim da Era Parmalat: os anos 2000
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A HISTÓRIA DO PALMEIRAS ATRAVÉS DAS CAMISAS


O Brasil é um verdadeiro caldeirão multiétnico e multicultural. Desde a chegada dos portugueses em 1500, pessoas das mais variadas origens chegaram ao país e isso faz com que a miscigenação seja uma tônica não só nas combinações genéticas do brasileiro, mas também nos costumes, rituais, práticas cotidianas, religião, culinária e uma série de outros elementos de identidade cultural. O futebol como uma prática central na formação da identidade nacional desde o século XX também não poderia ficar fora desse cenário de convivência entre diferentes culturas.

Para começar, o esporte foi apresentado aos brasileiros por Charles Miller, paulista, mas filho de pais ingleses e trouxe da terra dos pais as regras para a prática do futebol. Portanto, o futebol já nasce em um contexto de cultura estrangeira. Um momento histórico interessante para contar esse fato foi á década de 1920 no Brasil. Até então a prática do futebol era bastante elitizada e o esporte encontrava resistência entre os brasileiros mais afeitos à cultura tradicional do país. O escritor Lima Barreto, por exemplo, se manifestou diversas vezes contra a prática do esporte bretão no Brasil, por se tratar de uma atividade estrangeira, violenta e que em nada tinha a ver com a cultura nacional.

Durante a Semana de Arte Moderna, em 1922, vários artistas do modernismo brasileiro lançaram uma nova visão para o mundo artístico que em muito ajudou na popularização do esporte em terras tupiniquins. Grandes nomes da cena lançaram o “Manifesto Antropofágico”, que se baseava na cultura indígena para promover que a arte brasileira iniciasse um movimento de absorção das novas escolas europeias, mas se apropriasse de suas técnicas para fazer uma arte genuinamente brasileira, um movimento que sempre fez parte da história do Brasil, absorver o que vem de fora e reproduzir de acordo com as características próprias de nosso território.

O poeta Oswald de Andrade, já grande entusiasta do futebol foi figura importante nesse processo de popularização do esporte, já utilizando partidas como tema de seus poemas, inclusive. Mais tarde os artistas do Modernismo brasileiro poderiam ter presenciado que nada mais “antropofágico” que o futebol do Brasil, que assimilou todas as regras europeias, mas praticava o esporte como nenhuma outra nação, encantando o mundo diversas vezes e o dominando em cinco oportunidades! Mas voltando ao ponto da diversidade étnica brasileira, a origem de diversos clubes do país está intimamente ligada a presença de diferentes povos em nosso território. Basta perceber a quantidade de nomes de clubes grafados em inglês. Outro fenômeno recorrente e importante foi o surgimento dos clubes de colônias de imigrantes.

Dentre os exemplos de clubes de colônias, um dos mais tradicionais e vitoriosos é o do Palmeiras, clube da colônia italiana na capital paulista.

Sociedade Esportiva Palmeiras

Sociedade Esportiva Palmeiras nem sempre foi o nome do clube. Ele surgiu em 1914 com o nome de Palestra Itália. O clube que havia surgido como um representante da comunidade italiana em São Paulo excedeu os limites da colônia do país europeu na capital paulista. Ao longo das décadas de 20 e 30 o sucesso esportivo do time ia angariando cada vez mais torcedores de classes sociais e origens diferentes.

Essa popularidade foi importante para que o clube não perdesse adeptos por ter de trocar seu nome em 1942. Nesse ano, Getúlio Vargas, chefe de estado brasileiro, havia oficialmente entrado na II Guerra Mundial ao lado dos aliados, ou seja, lutando contra os países do eixo (Alemanha, Itália e Japão). Depois dessa decisão, todas as instituições com nome vinculado aos países inimigos tiveram de ser rebatizadas. Foi aí que o Palestra Itália se tornou Sociedade Esportiva Palmeiras.

Mudar o nome, obviamente significa mudar uma série de fatores de identidade que giram em torno da instituição. No caso de um clube de futebol, poucos elementos tem um caráter tão simbólico quanto o uniforme. Portanto a camisa do Palmeiras ajuda a contar um pouco da história do clube.

Camisa do Palmeiras ao longo do tempo

- Era Palestra Itália

camisa palmeira palestra italia

O primeiro modelo de camisa palmeirense, usado em 1915, já contava com seu principal elemento de identidade, a cor verde. Com uma gola polo na cor branca, e uma fenda em formato de V aberta até a altura do peito e amarrada com linhas trançadas. No lado esquerdo do peito, o símbolo do Palestra Itália, uma letra “P” grande com uma letra “I” um pouco menor e adicionado um pouco à direita e trespassando o semicírculo do “P”.

Ainda em 1915, o Palestra Itália também usou um novo emblema na camisa. Um escudo com a Cruz de Savoia no centro. A Cruz de Savoia era o símbolo da antiga família real italiana e foi adicionada à camisa do Palestra como uma referência ao Pro Vercelli, clube italiano que excursionou no Brasil no ano de 1914.

camisa palmeiras palestra italia

Ao longo de sua existência enquanto Palestra Itália, as camisas seguiram essa alternância entre os dois escudos. O escudo com as letras “P” e “I” variavam a cor da grafia em branco e vermelho, se unindo ao verde da camisa para formar as cores da bandeira italiana. Na própria maglia o verde prevalecia, sendo que entre 1916 e 1918 uma faixa vertical em branco marcava presença na altura da barriga e em 1929 o clube utilizou pela primeira vez uma camisa em azul, homenageando a cor do uniforme da seleção italiana.

Era Palmeiras e a Academia de Futebol

camisa palmeiras 1942

Como já foi explicado, em 1942, o Palestra Itália passou a se chamar Palmeiras e, portanto teve de alterar seu escudo. Essa parte não foi das mais difíceis, bastou alterar o escudo anterior, retirando a letra “I” de Itália e mantendo o “P” de Palestra, que servia para Palmeiras. Com apenas a letra P no lado esquerdo do peito, a camisa palmeirense seguiu até 1959.

Nesse período, destacam-se como camisas diferentes do tradicional verde do Palmeiras dois modelos. O primeiro usado em 1951, na final da Copa Rio. Disputada por vários campeões nacionais de todo o mundo, dentre eles Juventus- ITA, Nacional- URU, Sporting- POR, Estrela Vermelha- IUG e o Vasco (então campeão carioca), o torneio ganhou um status de campeonato mundial. O Palmeiras foi campeão e, na final, utilizou uma bandeira do Brasil acima do escudo. O segundo foi usado em 1955, na final do Paulistão de 1954, quando o Palmeiras entrou em campo de azul e acabou perdendo a taça para o rival Corinthians.

Em 1959 o Palmeiras já acenava ao mundo com o que seria a Academia de Futebol, nome dado a duas gerações de craques que encantaram o país com sua forma de praticar o esporte e a facilidade em levantar canecos. Na camisa, o ano marcou a primeira aparição do símbolo palmeirense como conhecemos hoje. Um escudo verde com a letra “P” grafada em seu interior, envolvido por um círculo com fundo branco , o nome “Palmeiras” escrito ao redor da parte inferior desse círculo com quatro estrelas ao lado esquerdo e quatro ao lado direito, tudo isso dentro de mais um círculo, esse com fundo verde. Esse escudo seria usado em todas as camisas palmeirenses sem exceção até 2004.

camisa palmeiras 1942

Uma camisa interessante utilizada nesse período foi a da seleção brasileira! Sim, em 1965, na inauguração do estádio Mineirão, em Belo Horizonte, o time palmeirense foi escolhido para representar o Brasil contra o Uruguai. O time do verdão vestiu a amarelinha e não fez feio, venceu os uruguaios por 3 a 0.

A metade final da década de 1970: o início dos logotipos e da seca de títulos

camisa palmeiras 1972

A partir de 1974 o palmeirense se despedia da segunda geração da Academia de Futebol, de quem seria saudoso durante 17 anos, período de maior jejum de títulos da história do clube.

Nas camisas, o período da seca marcou uma revolução no uniforme palmeirense. Ela começou em 1977, quando o Palmeiras se tornou o primeiro clube do Brasil a apresentar o logotipo de uma fornecedora de material esportivo na camisa. No caso era a empresa alemã Adidas. A folhinha, símbolo original da marca, estava estampada no lado direito do peito e as tradicionais três listras foram bordadas na cor branca nas mangas da camisa. A Adidas estampou sua marca na camisa palmeirense até 1992, ou seja, o tempo exato de duração do jejum de títulos.

camisa palmeiras 1989

Em 1983 outra alteração importante era feita na camisa do Verdão. Pela primeira vez um patrocinador estampava sua marca no centro da camisa. No caso era a seguradora Bandeirante Seguros. A empresa permaneceu no clube por apenas um ano. Até 1992 a camisa do Palmeiras apresentou o patrocínio das seguintes marcas: Quaker, Marte Rolamentos, Mercaplan, Furlgaine Ford, Sharp, Casas Bahia, Arapuã, Consórcio Battistella, Pão de Açúcar, Mirabel, Bavesa, Brandiesel, Galeria Pajé, Shark, Borcol, Agip e Coca-cola.

Anos 90: A Era Parmalat

camisa palmeiras 1993

Em 1992 a Parmalat, empresa de laticínios italiana, fechou um acordo de patrocínio com o Palmeiras. A parceria daria muito certo, renderia ao clube uma década de glórias após 17 anos de jejum de títulos. Com a empresa italiana estampada na camisa o Verdão foi bicampeão brasileiro, campeão da Copa do Brasil, da Copa Libertadores, do Torneio Rio-São Paulo, da Copa Mercosul e tricampeão paulista.

Na camisa a principal alteração foi uma mudança drástica de padrão. Em vez do verde escuro uniforme tradicional, a Adidas optou por usar um tom mais claro de verde e utilizou pela primeira vez as listras brancas finas em horizontal cortando a camisa. Essa seria a marca registrada do Palmeiras dos anos 90, que usou esse modelo de 1992 até 1996. A ruptura com a Adidas também foi uma marca do período. Em 1993, o clube assinou com a Rhumell, que foi a fornecedora oficial até 1996. De 1996 até 1999 o Palmeiras teve contrato com a Reebok e depois voltou a ter seu material fornecido pela Rhumell, em um contrato que durou até 2003.

Nos campo dos patrocínios a Parmalat dominou o espaço de 1992 até 2000, estampando a logo da empresa ou de produtos da marca. Quanto as camisas, depois da fase das listras brancas, que terminou em 1996, foi a vez de inúmeras invenções típicas dos uniformes de futebol dos anos 90. As novas tecnologias têxteis foram o motor para uma série de experimentos das empresas de material esportivo, algumas interessantes e outras que beiram o bizarro. Marcas d’água em abundância, detalhes em vermelho e padrões de listras usando diferentes tons de verde marcaram as camisas do Palmeiras durante o período.

Em 1996 o Palmeiras lançou seu primeiro uniforme número três. A camisa era uma homenagem aos primeiros modelos de sua história, com uma gola polo na cor branca, e uma fenda em formato de V aberta até a altura do peito e amarrada com linhas vermelhas trançadas e uma faixa branca na altura da barriga.

O fim da Era Parmalat: os anos 2000

camisa palmeiras 2002

Passado o grande momento do Verdão no futebol nacional, os anos 2000 não trazem grandes recordações para o palmeirense. Em 2002 o clube foi rebaixado pela primeira vez para a série B do Campeonato Brasileiro. Em 2004 estaria de volta à série A. Apenas em 2008 tornaria a conquistar um título, quando levantou a taça do Paulistão. Em 2009 o clube chegou a liderar o Brasileirão por uma boa parte do ano, mas acabou não conseguindo o título. Em 2012 o Palmeiras viveu a estranha sensação de ser campeão da Copa do Brasil e novamente rebaixado à série B. Em 2014 voltou à primeira divisão do futebol nacional em processo de reestruturação. Consagrou-se campeão da Copa do Brasil em 2015 e do Brasileirão em 2016 e voltou a ocupar a prateleira de cima dos times brasileiros.

Nos uniformes a década de 2000 foi marcada pelo início de duas parcerias duradouras. Em 2003 o clube assinou contrato de publicidade com a marca de pneus Pirelli. A parceria durou até 2007. Durante esse período a Pirelli alternou entre usar o logo tradicional da empresa e o de produtos específicos da marca.

A outra parceria foi com a fornecedora de materiais esportivos italiana Diadora. De 2003 até 2005 a empresa promoveu uma série de mudanças ano a ano no uniforme do Palmeiras. Faixas nas mangas, laterais e ao lado do peito das camisas usando as cores branca e um verde fluorescente foram muito utilizadas pela Diadora e novas tecnologias de tecido também foram a marca do período. Em 2004, a marca italiana lançou uma camisa em homenagem aos 90 anos do clube. O modelo retrô voltou a usar a Cruz de Savoia como símbolo depois de 87 anos e essas foi a primeira vez desde 1959 que o escudo oficial do Palmeiras não foi utilizado.

camisa palmeiras 2006

Em 2006 a Adidas voltou ao clube depois de 14 anos. As camisas do Palmeiras começaram a seguir o padrão da indústria moderna de materiais esportivos. O padrão utilizado para os clubes que usavam Adidas, incluindo as seleções da Copa do Mundo daquele ano, também era aplicado na camisa do Palmeiras. Em 2007, a Adidas lançou a primeira versão da camisa do Palmeiras na cor verde-limão, ou marca-texto, como ficou popularmente conhecida.

camisa palmeiras 2012

A versão fez sucesso na torcida e foi replicada em vários anos subsequentes. A Adidas segue sendo a fornecedora de material esportivo do Palmeiras. Os patrocínios se alternaram bastante nos últimos anos, tanto em variedade quanto em posição na camisa (frente, costas, mangas, calções). No fim da década de 2000 e a partir da década de 2010 o símbolo utilizado nas camisas também variou bem mais do que era comum nas décadas passadas. Além do escudo oficial, a letra “P” utilizada nas décadas de 1940 e 1950, a Cruz de Savoia e o “PI” de Palestra Itália já apareceram nas camisas do Palmeiras nas partidas do clube ao longo desse período.

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