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Orlando City

Orlando City Soccer Club é um clube de futebol profissional com sede em Orlando, Flórida, que compete na Major League Soccer.

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Orlando City

O Orlando City foi anunciado em 19 de novembro de 2013 como vigésima primeira franquia da liga. Entrou na MLS em 2015, ao lado do New York City.

No artigo a seguir você encontrará os seguintes tópicos:

  • O esporte nos estados Unidos
  • Orlando City
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Orlando City


Muito antes de se cogitar a ideia de globalização, os povos viviam em ambientes isolados, fechados e de pouca comunicação com outras culturas e formas de ver o mundo. Isso explica a existência de grupos étnicos tão próximos uns dos outros, mas com hábitos e costumes tão diferentes.

É claro que com o passar do tempo muitos aspectos da cultura restrita de um povo vão esmaecendo e hábitos antigos vão dando lugar a novos hábitos mais condizentes e adaptados a uma cultura global. Ainda assim, é natural que um povo sempre mantenha alguns de seus hábitos e os sustentem como forma de manter a cultura local e histórica, fortalecendo sua ancestralidade frente ao movimento de uniformização global. O esporte é uma forma interessante de se perceber como cada região e grupo mantém suas raízes de alguma maneira. Isso porque os esportes são práticas difundidas ao redor do globo e são regidos por um conjunto de regras em comum, que não varia substancialmente em relação a onde é aplicado.

Apesar das regras comuns, um esporte nunca é praticado da mesma maneira em todos os lugares. Há variações táticas, técnicas, físicas na forma de organização da prática profissional e em vários outros aspectos que envolvem o mundo do esporte. Portanto, o esporte é uma forma de ver como as culturas atuam se moldando a um conjunto de regras em comum, mas as seguindo cada um a sua maneira. Por exemplo, o futebol no Brasil não é jogado, treinado ou organizado da mesma maneira que o futebol espanhol, ou japonês e isso é nítido e revela uma série de características próprias de cada um desses países, perceptíveis por esse prisma. Da mesma forma que o basquete norte-americano é diferente do praticado em países do leste europeu e da Argentina.

Os exemplos são muitos e bastante perceptíveis da manutenção de características de identidade coletiva ainda remanescentes em um mundo globalizado. A forma como um país organiza seus campeonatos profissionais, por exemplo, é uma das esferas esportivas que mais variam de acordo com a cultura local e é possível perceber padrões interessantes quando se observa esse aspecto.

O esporte nos Estados Unidos

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É comum que cada país tenha um esporte preferido nacionalmente, que ocupe o primeiro posto soberano em audiência televisiva e na prática amadora. Nos Estados Unidos a situação é diferente. Ainda que exista uma variação de popularidade entre eles, os americanos são muito afeitos a três esportes, o beisebol, o basquete e o futebol americano. A forma de organização das principais ligas profissionais desses esportes é bastante singular e tem aspectos muito comuns a cultura norte-americana, não percebidos em outras partes do globo.

As três principais ligas de cada um desses esportes são a MLB (Major League Baseball) a NBA (National Basketball Association) e a NFL (National Football League). Essas ligas possuem variações organizacionais significativas entre si, mas também convergem em pontos essenciais para se entender a lógica estadunidense de lidar com o negócio do esporte.

Uma delas é que essas ligas são uma entidade independente, uma empresa e cada um dos times que participam delas são, na verdade, franquias da liga como um todo. Por exemplo, cada um dos 30 times da NBA é uma franquia da liga, representa 1/30 da empresa. Isso possibilita o tratamento da liga como um verdadeiro negócio. A imagem da liga é muito trabalhada, pois isso significa o aumento de seu potencial comercial e o quanto podem explorar em direitos de transmissão das partidas, venda de ingressos, produtos licenciados, dentre outros.

Sendo cada um dos times uma franquia, não existe a ideia de acesso ou queda para divisões de diferente valor técnico, como acontece no futebol europeu e sul-americano, por exemplo. São sempre as mesmas equipes sempre. Outro ponto interessante é a forma de inserção de novos talentos nas ligas. Nenhum esporte sobrevive dos mesmos ídolos para sempre, portanto é necessário oxigenar as ligas com talentos jovens. No futebol brasileiro, por exemplo, o caminho para se tornar profissional passa pelas categorias de base dos clubes, que formam os novos jogadores, estabelecendo um vínculo com esses atletas desde muito jovens.

Nas ligas norte-americanas o processo é bem diferente. As grandes ligas profissionais que reinam no cenário esportivo hoje em dia não existem desde o início da popularização dos esportes no país. Antes da existência das ligas, o esporte dentro das universidades já era consolidado e movimentava as paixões das torcidas locais. Até hoje o esporte universitário move multidões nos Estados Unidos. Uma razão para isso é a grande extensão territorial do país e uma população muito espalhada ao longo de seus 50 estados. Isso faz com que vários estados e regiões não sejam sede de uma franquia da MLB, NBA ou NFL, aumentando ainda mais o vínculo com a universidade local.

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Mas como se dá a passagem dos atletas do esporte universitário para as grandes ligas? Bom, ele ocorre em um processo chamado draft, uma espécie de recrutamento. Todos os anos as ligas promovem um evento para que as franquias escolham cada uma em sua vez, o talento universitário desejado para integrar seu elenco. Cada uma das ligas possui mecanismos que fazem com que as franquias de pior desempenho esportivo na temporada passada sejam as primeiras a escolher os talentos universitários, como uma tentativa de manter o equilíbrio e a competitividade. Outro mecanismo utilizado com esse mesmo propósito é o teto salarial, que limita os gastos com salários por franquia, evitando a concentração de grandes estrelas nas franquias mais ricas e tradicionais.

Como resultado desses elementos, as ligas norte-americanas são um sucesso em todo o mundo, mesmo em países onde a prática desses esportes não é tão difundida e existe uma alta rotatividade de equipes de sucesso. Esse modelo americano está incrustado na cultura do país e é seguido por ligas de outros esportes que almejam conquistar espaço em seu grande mercado consumidor. Esse é o caso do futebol, ou soccer, como é conhecido por lá.

A principal liga de futebol nos Estados Unidos é a MLS (Major League Soccer). A cada ano ela vem crescendo, escorada no aumento de popularidade do esporte mais popular do mundo nas terras do Tio Sam e nas numerosas comunidades latinas presentes nas cidades americanas.

A MLS tem um sistema de organização bem parecido com o descrito anteriormente para as ligas de beisebol, basquete e futebol americano. Mesmo se tratando do esporte mais praticado no planeta, os americanos não adotaram o modelo utilizado nos centros mais tradicionais, na América do Sul e Europa, preferindo os métodos já utilizados na experiência de outras ligas. Esse é um bom exemplo de como as culturas locais se sobrepõem em alguns aspectos mesmo em práticas globais!

Atualmente 22 times disputam a MLS, são eles:
  • Vancouver Whitecaps (Vancouver- CAN)
  • Seattle Sounders (Seattle, Washington)
  • Portland Timbers (Portland, Oregon)
  • San José Earthquakes (San Jose, California)
  • LAFC (Los Angeles, California)
  • LA Galaxy (Los Angeles, California)
  • Real Salt Lake (Salt Lake City, Utah)
  • Colorado Rapids (Denver, Colorado)
  • Minnesota United (Minneapolis, Minnesota)
  • Sporting Kansas City (Kansas City, Missouri)
  • FC Dallas (Dallas, Texas)
  • Houston Dynamo (Houston, Texas)
  • Chicago Fire (Chicago, Illinois)
  • Columbus Crew (Columbus, Ohio)
  • Atlanta United (Atlanta, Georgia)
  • Orlando City (Orlando, Florida)
  • Toronto FC (Toronto, CAN)
  • Montreal Impact (Montreal, CAN)
  • New England Revolution (Foxborough, Massachusetts)
  • New York City Football Club (New York, New York)
  • New York Red Bulls (New York, New York)
  • Philadelphia Union (Philadelphia, Pennsylvania)
  • D.C United (Washington, D.C.)

Orlando City

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Pela lista dos times participantes da MLS fica possível perceber que a maior concentração de franquias está na porção sul dos Estados Unidos ou em sua costa leste, exatamente a região de maior concentração de comunidades de imigrantes latino-americanos. Isso ocorre por esse ser um público mais afeito ao esporte bretão, simbolizando um mercado melhor para o estabelecimento de uma equipe.

É o caso da cidade de Orlando. Uma das cidades mais visitadas do país, por conta dos parques da Disney, Orlando está situada na Florida, um estado com uma numerosa colônia latina, se tornando assim um mercado ideal para um time de futebol se estabelecer. O Orlando City nasceu em 2010, fruto da visão empresarial de um brasileiro. Flávio Augusto da Silva, fundador da escola de idiomas Wise Up, comprou os direitos de participação na United Soccer League, USL, uma liga secundária nos Estados Unidos. O Orlando City foi comprado por Flávio em 2013, ano em que o clube entrou com um pedido de inserção na MLS. Em 2014 o pedido foi aceito e o time estreou na principal liga de futebol estadunidense no ano seguinte.

Em seus anos de USL, o time de Orlando venceu dois campeonatos, mas desde que começou a disputar a MLS não chegou sequer na fase dos playoffs, o mata-mata da liga. O mascote do time é um Leão, que também estampa o símbolo do clube. A cor de seu uniforme é o roxo, sendo predominante em todos os equipamentos, camisas, calções e meiões.

O Orlando City joga em seu estádio recém-inaugurado. Com capacidade para 25.500 pessoas, o Orlando City Stadium foi construído entre 2014 e 2017 e custou 155 milhões de dólares aos cofres do clube. O time se tornou um dos mais conhecidos da MLS pelo público no Brasil por seu dono ser brasileiro e ter sido o responsável pela icônica contratação do jogador Kaká.

O melhor jogador de futebol do mundo em 2007, último antes da dinastia Messi-Cristiano Ronaldo, foi contratado para o Orlando City em 2014. Kaká foi uma forma eficiente de colocar o time, novato na MLS, no mapa. Além de emprestar sua fama e renome ao Orlando City, Kaká teve um bom rendimento durante sua passagem pela Florida. O brasileiro atuou em 78 partidas e marcou 25 gols. É dele o primeiro gol do estádio do time de Orlando.

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